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Tiempo

Abril 20, 2009 · 2 Comentários

Relendo algumas coisas dos meus quase seis antigos blogues, percebi que desaprendi a escrever.

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As estratégias do homem cordial

Abril 16, 2009 · 2 Comentários

No ano passado fiz minha primeira vistoria anual de licenciamento. Fui por volta do meio dia, vestindo uma roupa casual: jeans, camiseta, tênis. Entrei no posto especializado e, depois de ficar alguns minutos em uma fila de carros, fui encaminhado a um dos guichês de inspeção. Um ser humano malhado, com uma camisa dois números menor que o seu corpo, jovem e com o cabelo raspado me recebeu. Olhou meu carro milimetricamente: buzina, faróis, pneus, extintor etc. Pediu que eu retirasse o step da mala e, com um olhar clínico, disse que meus pneus estavam gastos além do limite. Que limite? Gastos quanto? O sulco da borracha estava comido, disse, com uma autoridade não revelada nos músculos que saltavam a roupa vestida como um abadá.

“Você tem cinco dias para comprar dois pneus novos e voltar aqui”, sentenciou. Anh? Cinco dias? Dois pneus? Sabe quanto custam dois pneus? Não teve jeito. Dois pneus seriam minha obsessão naquela semana de abril. A minha frustração de ter sido reprovado foi compartilhada com um punhado de outras pessoas. Um senhor criticava os fiscais. “Está vendo ali? Nem olhou a mala do carro. Nem pediu para ver o extintor! Que absurdo!”. Era verdade. Nos meus bons quinze minutos de penitência, observei que o inspetor fazia vista grossa com: a) engravatados; b) loiras siliconadas; c) malandros em picapes. Eu, jovem, magrinho, vestindo camiseta e tênis não me enquadrava nos critérios estabelecidos.

Hoje a coisa mudou. Como não me enquadrava no quesito “loira siliconada” e nem tenho uma picape, o jeito foi parecer um homem de negócios. Vesti-me mais ou menos conforme manda o figurino: camisa social de botão, calça social, sapatos. Até arrumei o cabelo! Às 8h, com uma pontualidade britânica – os britânicos provavelmente se vestem melhor do que eu – cheguei. Mesmo roteiro, fila de carros, calor dos trópicos, guichê de número ímpar. Dessa vez não encontrei meu amigo da academia, mas um inspetor sem nada especial. Não era feio, não era bonito, não vestia nada que indicasse um possível gosto por micaretas. Melhor assim.

Na minha frente estava um garotão com… Camiseta e tênis. Não deu outra, até o detalhe do macaco do carro dele foi vistoriado. Em seguida foi a minha vez. O cidadão me olhou de cima a baixo, apertou minha mão e pediu gentilmente para ligar as setas e os faróis. Depois, fingiu que viu meus pneus e pronto. Não viu buzina, macaco, triângulo, mala, capô, nada! “Está liberado, pode pegar o novo documento, senhor”. Senhor! Eu fico pensando, e se eu fosse uma loira siliconada vestindo um blazer e estivesse numa picape?

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As coisas maravilhosas da vida

Março 21, 2009 · 2 Comentários

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G1

Ainda não consegui entender o privilégio de ver uma das maiores bandas do século XX, na minha frente, fazendo um apanhado geral da carreira e sendo acompanhada, em uníssono, por uma massa hipnotizada de 20 mil pessoas.

Foi daquelas coisas maravilhosas da vida. Me senti pequenininho.

Estou meio retardado nesse sábado pós-show, não consegui fazer absolutamente nada que não ouvir e reouvir as músicas de ontem. E tudo isso com um sorriso estupidamente bobo, de meia boca, e uma sensação estranhíssima de felicidade.

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Frases

Março 16, 2009 · Deixe um comentário

Dia desses, andando por Copacabana, vejo um garoto ameaçando o outro com o seguinte: “muleque, se tu não parar com isso vou te dar um choque de ordem”.

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Tem tudo para virar gíria.

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siempre que te pregunto…

Março 12, 2009 · Deixe um comentário

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Itamaraty

Fevereiro 15, 2009 · Deixe um comentário

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Dinossauro semi-feudal

Fevereiro 7, 2009 · Deixe um comentário

The Economist

JOSÉ SARNEY first ran for elected office over half a century ago. For the past 40 years he has controlled the fortunes of Maranhão, a state on the eastern fringe of Brazil’s Amazon region. He has represented it as federal deputy (twice), governor, and senator (twice). In 1985 he became the accidental, and undistinguished, president of Brazil when the man chosen for the job died before he could take it up. More recently he has been senator for the nearby and newly-created state of Amapá (twice). Time to retire, one might think.

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An undermined giant

Janeiro 10, 2009 · Deixe um comentário

The Pentagon has asserted that American preponderance created and sustained the foundations for “a market-­oriented zone of peace and prosperity encompassing two-thirds of the world economy.” But the problem with a giant zone of peace and prosperity is that it bites the hegemon that feeds it: by augmenting the wealth and power of multiple states, the United States spurs the relative decline of its own power even as it contributes to the absolute growth of its own (and the world’s) economy. Instead of pursuing “leadership,” these analysts argued, the U.S. would do better to accept and in fact encourage the emergence of a multipolar system of truly independent great powers, which would take care of their own and their regions’ security. Such arguments were barely considered.

Extract of an essay written by The Atlantic’s editor about a new perspective towards America’s foreign policy under Obama’s adminstration.

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Resolução do Conselho de Segurança?

Janeiro 9, 2009 · Deixe um comentário

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O Big Picture, do Boston Globe, é, definitivamente, o melhor site sobre fotografia da atualidade.

Mais coisas sobre a guerra aqui:
Palestina Weblog
Life Must Go On In Gaza and Siderot
The hundred years war

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Reações simbólicas

Janeiro 6, 2009 · Deixe um comentário

Todas as vezes que eu assisto vídeos do conflito no Oriente Médio entre Israel e Hamas, eu lembro de uma cena do seriado A Sete Palmos, especificamente aquela em que a mãe, desesperada com a morte precoce do marido, se joga sobre o caixão de seu esposo e começa a chorar copiosamente. Um dos filhos, mente aberta, viajante do mundo e desprendido das convenções sociais, afirma que o gesto é semelhante ao das mulheres sicilianas que choram a morte de seus entes queridos. Diz que aquilo é bonito e que as mulheres ocidentais privam-se de externalizar a dor que sentem pelas convenções sociais. Velam o corpo dos parentes em silêncio, absorvem o sofrimento.

Hoje, no décimo primeiro dia de combates, lembrei da cena ao assistir esse vídeo do New York Times, que comenta a ofensiva por terra das tropas israelenses. Aos 47 segundos de vídeo, uma mulher bate palmas e bate no peito esburacado de um provável familiar. Nesta terça-feira, 30 pessoas morreram em um ataque próximo a uma escola palestina, a maioria das pessoas sem nenhuma ligação com o grupo que luta pela causa palestina.

Como diz a própria reportagem do New York Times, Israeli’s calculation became a bit looser.

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